sábado, 26 de fevereiro de 2011

Bravura indômita


Eu adoro filmes de faroeste. Mesmo com o gênero em declínio, segundo alguns especilistas, ainda gosto daquele ar de rusticidade e força, macheza e bravura, valentia e horna, que muitas vezes rondam esses filmes. Acho que por todos esses atributos, estes filmes, muitas vezes, agradam mais aos homens que as mulheres, culturamente ensinadas a gostar de coisas ditas mais "delicadas". Fui muito ansiosa assirtir Bravura indômita, mais um filme dos irmãos Coen. Não assiti a primeira versão do filme, que alguns dizem que é muito boa. Mas, gostei muito dessa versão. Principalmente pela atuação da menina Haille Steinfel, que faz a corajosa heroína de 14 anos Mattie Ross, que no filme deseja vingar o assassinato do seu pai. Para isso resolve contratar um agente federal, vivido por Jeff Bridges.
A fotografia do filme é linda, a história muito interessante e prende a atenção do espectador.
abraço

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Natalie Portman, te dedico.


Geralmente, como professora, converso com meus amigos professores-cinéfilos sobre filmes. Estes, então, adoram indicar filmes profundos, que, geralmente, me dão um tédio enorme do meio para o final do filme.
Enfim, curto essa questão de filmes cults, e tal, mas como eu já afirmei, assistir filme para mim é um prazer. É arte. E arte nem sempre precisa ser compreendida, basta provocar a alma. E muitos desses filmes, ditos cults, não me apetecem o espírito.
O grande queridinho dos cults é o novo filme do diretor Darren Aronofsky, Cisne Negro. Ontem tive coragem e fui assistir Cisne Negro, angústia era meu nome quando sai do cinema. Natalie Portaman, está linda, louca e frágil. A narrativa conta a história da bailarina Nina, que ao ser indicada ao papel de Rainha dos cisnes, no famoso espetáculo Lago dos Cisnes, incorpora na sua vida a ação dos personagens do espetáculo.
Natalie reina absoluta durante toda a película. O corpo dela desliza pelo palco como em um sonho. Em dois momentos segurei o choro, na primeira cena, quando ela sonha dançando, e no final do filme, quando ela finalmente apresenta o cisne negro.
Natalie emagraceu tanto, que nem de longe lembrava aquela dançarina perfeitamente sensual de closer, filme pelo qual também foi indicada ao Oscar.
As cenas em que mutila seu corpo são fortes, densas e incomodas para o espectador.
O filme inteiro é denso. As cenas que apontam para um sexualidade complexa, indefinida e insegura, que em parte é resultado da castração materna, Natalie se supera.
Outra personagem que também aparece muito bem no filme é Mila Kunis, ex-participante da série “That 70′s Show, que está livre e muito adaptada ao papel.
Recomendo muito que você vá preparado para levar alguns sustos, mas também para ficar muito angustiado.
Eu tenho uma teoria para filmes que eu gosto. É algo bem bobo. Mas, para mim funciona. Filmes que eu considero bons, fico mais ou menos uma semana lembrando a todo momento das cenas que marcaram o meu espírito. Desde ontem não paro de pensar em Cisne Negro.
Filmes ruins, você esquece quando sai da sala de cinema.

beijos

Lilu

Doenças, amor e nada a ver....


Bato no peito e grito em alto e bom tom: minha culpa, minha máxima culpa. Eu gosto de comédias românticas, joguem as pragas que quiserem, eu realmente adoro um draminha romântico, com muitas gargalhadas. Como não gostar de Um lugar chamado notting hill? ou Quatro casamentos e um funeral? e ainda, O casamento do meu melhor amigo? mas, é de forma triste que afirmo: não se fazem mais comédias româticas como antigamente. Amor & outras drogas, até tem uma história interessante, no início do filme, mas, depois de 30 minutos a coisa degringola de tal forma, que eu estava rezando para que terminasse o filme.
Amor e doença já fizeram vários filmes decentes. Mas, esse filme, parece uma mistura entre doce novembro e um amor para recordar, como, em minha humilde opinião, nem esses filmes são grandes coisas, imagine um pastiche dos dois.
Muitas cenas de sexo, até interessantes, mas muito desnecessárias.
Enfim, não gostei.

Jesus, obrigada por falar direito!

Como professora, eu sei bem a importância da fala. Quando se tem um público à sua espera, resta-se apenas articular mentalmente as informações que fluem na sua cabeça e soltar o verbo. Bem, isso não parece algo simples para alguém que tem problemas na fala, como, por exemplo, a gagueira. Admito que fui ao cinema com uma certa desconfiança, um filme sobre distúrbio da fala, ok! Mas, como fazer duas horas de filme sobre isso? Esse deve ser mais um daqueles filmes horrorosos que a academia indicava ao Oscar por falta de uma produção melhor no ano de 2010, eu pensei. Mas, EU SIMPLESMENTE ADOREI ESSE FILME. Colin Firth, o queridinho dos ingleses, realmente está espetacular. Apesar dos boatos, e especulações, sobre a suposta situação histórica entre o Rei Georges e Hitler, acredito que o assunto do filme não é esse. E o cinema tem licença poética, não é História, o diretor não tem obrigação de fazer uma pesquisa "real"da vida do rei, vide Bastardos Inglórios, em que Hitler acabou morrendo em um incêndio na França. Acredito que o filme é rico, porque mostra como um homem, diante de uma missão ao qual foi destinado, lida com as dificudades que encontra em si mesmo.
Ao assistir o filme, consegui sentir a mesma angustia do personagem, a impossibilidade de falar aos seus súditos, sendo um rei.
Eu realmente achei esse filme lindo.

O RITUAL, filme


Filmes sobre exorcismo são tão clichês, que chegam mesmo a parecer que estamos assistindo sempre o mesmo filme. Foi o que eu achei de O RITUAL, mesmo sendo "baseado em fatos reais", o filme não me deixou impressionada. A película conta a história de um padre sem vocação, um cético mesmo, chamado Michael Kovak, que vai à Roma para fazer um curso sobre exorcismo, uma vez que esses "profissionais" na Igreja Católica estariam ficando raros. Alice Braga (que particulamente adoro como atriz), está meio sem função no filme, no papel de uma jornalista, ela transita pelo mundo do padre e ajudá-o no seu primeiro ritual. A melhor atuação, sem dúvida é de Anthony Hopkins, como padre Lucas, o padre exorcista que depois será possuído. É um filme mediano, assistiria novamente, apenas pela cena do telefonema que o padre Michael Kovak recebe do seu pai que já tinha morrido, juro que eu fiquei com medo nessa hora.
No mais, é bom pra divertir, mas nada de muito novo no mundo do terror.
beijos

Lilu

Alfred Hitchcock me persegue.


Eu era bem pequena, não me lembro quantos anos tinha, apenas recordo que minha tia me levou para a praça central da pequena cidade onde eu morava. Era noite, e isso ficou muito gravado em minha mente por dois motivos: primeiro, por ser criança, minha mãe não permitia que eu saísse durante a noite, minha vida era a tv - sou de uma geração que cresceu na década de 1980 com uma babá eletrônica, a televisão. Segundo, porque, lembro como se fosse hoje, um cinema itinerante estava passando pela cidade e se alojou na praça. Existia um lençol enorme que fazia as vezes da telona, e muitas pessoas, em pé ou sentadas no chão (e até mesmo nas bicicletas - recordo especialmente de um senhor que estava sentado no selim de uma bicicleta barra circular vermelha, que ficava com um pé em um pedal e outro no chão, e assim passou boa parte do filme) estavam esperando o evento.
De repente, começa. Eu fiquei vidrada, fascinada. Fui fisgada. O filme era Psicose, de Alfred Hitchcock, em preto-branco. Achei esquisito no início, estranho mesmo, tão acostumada que eu era com o colorido da tv. Passei boa parte do filme olhando para a grama, porque sentia medo. Mas não me recordo de uma sensação tão boa como aquela. Fiquei sozinha por muito tempo assistindo, não sei onde minha tia estava, tão pouco me lembro se ela estava do meu lado - realmente eu a apaguei da minha mente. Sei bem que eu assisti boa parte do filme, inclusive a famosa cena do chuveiro, mas não fiquei até o fim, porque ela chegou e me levou pra casa. E eu passei a noite pensando naquela minha pseudo-aventura.
Naquela época, pelo menos não que eu me lembre, os pais não eram tão rígidos com relação à censura do que víamos. Eu assistia tudo. Na sessão da tarde, Lagoa Azul chamava minha atenção pela história e pelas cenas pouco convencionais de nudez. Mas o que eu adorava, e confesso que até hoje adoro, tenho até o DVD especial para colecionadores, era Curtindo a vida adoidado, com meu herói pós-moderno, Ferris Buller, o sujeito que traduz o ideal dos dias atuais, da sociedade do prazer.
Mas, por mais que eu gostasse de assistir filmes na tv, nenhum deles foi tão impactante como Psicose. Acho que foram por vários aspectos, que naquele momento eu não entendia, mas que hoje eu tento compreender. Primeiro, foi a sensação de estar com várias pessoas assistindo um filme, e ao mesmo tempo, aquela tela era tão grande, que parecia que eu estava sozinha - tão sozinha que eu nem me lembro da minha tia - na verdade, parecia que eu estava junto com os personagens, sentada na parte de dentro da tela, em um cantinho onde os atores não podiam me ver, mas eu os via de forma privilegiada. Segundo, porque sempre que eu resolvia "sair da tela", ou melhor, quando eu ficava com medo e começava a olhar a grama, eu repentinamente, olhava para os lados e via as expressões nos rostos das pessoas, e pensava: ai, que bom que não sou só eu!
Dessa minha primeira experiência, eu guardo ainda essas mesmas sensações, e, até hoje, acho que é por isso que o cinema me impressionou e impressiona tanto.
Quando assito um filme, e quando gosto, é como se eu tivesse dentro da tela, junto com os atores, mesmo que eles não estejam me vendo, eu os vejo de forma privilegiada. E quando não gosto de um filme, sinto-me sentada na poltrona, é como se o meu mergulho na tela não tivesse se efetivado, e vez por outra me pego olhando para os cantos do quadrado que engloba os atores.
Outra coisa que me leva ao cinema com prazer é sentir a reação que o filme provoca em mim e que compartilho com outras pessoas. O riso coletivo é o melhor. Os sustos que nos levam a afundar na poltrona. As lágrimas e os suspiros que escutamos quando algo comovente acontece na tela (quero deixar bem claro que repudio com veemência àqueles que conversam durante o filme, que botam os pés nas poltronas da frente e que atendem celular, acho que esse tipo de comportamento é muito inapropriado, e mais, é desrespeitoso).
Enfim, por essas e outras, eu adoro cinema. Amo mesmo. Toda semana preciso assistir pelo menos um único filme.
Então é isso. Escrever sobre o que gosto.

abraço,

Lilu